Planeta_23
   aquellos tiempos

querido blog:

calma, calma. estou apenas mudando de veículo. depois de maravilhosa convivência com o www.uol.com.br, estou passando meus escritos ablogarados para www.GangeS.pro.br/duilio, onde o leitor encontrará tudo o de que de mim pode ser desunhado publicamente. e às vezes, inconfidências. desde aquellos tiempos de 7/set/2004 a até o vindouro 7/set/2006, ficarei exposto aqui no uol com esta dica de, repitamos, para o bem da saúde pública: www.GangeS.pro.br/duilio. http://www.ganges.pro.br/duilio. ocorre que não tem jeito de isto virar link. eine vraie shit, desde aquellos tiempos.

tchau agora.

d.



Escrito por Duilio_dab às 07h32
[] [envie esta mensagem]


 
   factóides

Querido Blog:

:: como sabemos, hoje começa o mês de dezembro. minha vida é um palco iluminado. penso em que sentido haverá para a vida e vejo-a como um interregno schopenhaueresco: uma fagulha de luz entre duas trevas. marca-a o nascimento e a morte. o que fazer enquanto se está vivo é difícil dizer. talvez a principal coisa a ser feita pelo homem filosófico seja possuir um blog.

 

:: nossa amada zero herra de hoje tem duas notícias importantes. primeiramente, fala do assassinato de um bandido carioca de 22 anos pela polícia e, em seqüela, o assassinato de cinco pessoas, inclusive um bebezinho de um (hum, dizia a ‘Herra’) todos trancados pelos próprios marginais em um ônibus nas proximidades do bairro Penha. atearam fogo ao veículo com gasolina e uma bomba molotov. fiquei pensando em minha sensação de impotência em lidar com estes crimes. parece que o pior possível sempre é antecedido por atropelos absolutamente condenáveis sob o ponto de vista ético.

 

:: depois, le deuxieme fact, temos uma interessante crônica de luiz fernando veríssimo em que - entre outras sabedorias – ele distila: “Era o lugar menos adequado [...] para se discutir as conquistas do espírito humano.” Tanta confusão já foi criada sobre o tema que uma das discussões mais interessantes sobre o espírito humano seria esta da concordência verbal da passiva sintética. Dias atrás, o que se repete agora (“Nos levaram para conhecer Saint Marc [...]”, falei: “Me faz próclise, te chamo de castelhano.” Castelhano.

 

:: não gostaria, porém, de deixar sem registro um factóide. enfin (pron. anfân), o agora ex-deputado josé dirceu perdeu o mandato. o ridículo da situação é que ainda haja pessoas sérias dentro do pt.

beijos

d.



Escrito por Duilio_dab às 07h18
[] [envie esta mensagem]


 
   fé d +

querido blog:

:: tenho o maior respeito pela zero herra. tanto o tenho que gasto com sua assinatura uma graninha mensalmente, descontada em folha, digo, na folha de crédito que tenho juntamente ao banrisul, o banco de todos, todos os políticos que se aventuram a perder eleições e outros oportunistas que galgam sinecuras que me nunca foram oferecidas, by the way.

:: meu sentimento de desamparo e solidão amplifica-se quando escrevo aos cronistas da ‘herra’ e nada obtenho como resposta. fi-lo algumas vezes e ná-lo: nada de respondêlo. mas alguns respondem (talvez até uns bons um terço). o david coimbra é um deles. mas dias atrás decidi escrever-lhe e dizer que adoro as crônicas sempre, e sempre que discordar de algo vou escrever. pois era mentira. quase sempre discordo, mas apenas às vezes acho algo interessante para comentar. ele parece-me ser um rapaz inconseqüente que apenas quer divertir-se. fá-lo com o futebol, fá-lo ao falar de mulheres, fá-lo sei lá o que mais. parece-me que seu jeito de falar de mulheres é desrespeitoso, mulherengo no sentido mais chauvinista do termo.

:: so what? pois hoje ele fá-la, digo, fala em fé demais uma  vez e outra, ou seja, duas vezes. e eu fiquei a perguntar-me se isto foi proposital ou não. não transcreverei a crônica, pois meus dedos não querem desunhar de tudo: “É fé demais nos motoristas. É fé demais no sistema.”

:: e de que se trata? crônica dizendo que um motorista o desacatou, atravessando a rua em sua frente on purpose, querendo fazê-lo a ele david e não a si motorista parar. e o david parou mas arrependeu-se. achou que devia ter passado por cima. e quem sou eu para falar? já disse em aula várias vezes que fui desacatado por pedestres que se aproximaram das faixas de segurança quando eu transitava como condutor de minha viatura. estou, assim, no mesmo barco do david? creio que não. creio que minha peroração era a favor da consciência de que somos nós os condutores uns irresponsáveis, particularmente aqueles, como ele, que fala irresponsavelmente, à beira do elogio do crime hediondo, de um dos problemas que mais mata no Brasil como falou de Roberto Jefferson tempos atrás, o lado humano, o lado humano do motorista assassino, o lado humano do político ladrão. lado humano, meu? e cadê o lado humano do menino de rua que perdeu a perna no acidente de trânsito e que não foi prá escola porque o governador rigotto ou qualquer um de seus colegas ladrões afanaram a parte do dinheirinho que devia ter ido para a escola?

:: era ira o que me levara a escrevê-la à mensagem acima? tudo porque estou pensando em correr, daqui a cinco minutos, nove quilômetros no parque da república popular do marinha do brasil. temos que criá-la.

bjs, meu elomenado.

d.

Escrito por Duilio_dab às 08h59
[] [envie esta mensagem]


 
   lei isto antes do depois

Heil, Blog:

Por que nunca mais escrevi aqui? Porque ainda não posso escrever nem lá nem acolá, mas pode-lo-ei em breve, ou, como diria a Zero Herra (que andou fazendo das suas neste interregno) poderei-o. Então, assim que eu souber upload coisas para www.GangeS.pro.br/duilio, estarei equilibrando as escritas no Blog. Em outras palavras, na p.114 do “Filosofia da Ciência” de Rubem Alves, li o seguinte:

“Nossa condição de equilíbrio para o futuro nasce de nossa constatação de que houve equilíbrio no passado. Todavia, diferentemente do passado – cujo equilíbrio foi determinado por uma conjunção inominável de fatores – ao postularmos a existência do equilíbrio no futuro – estamos dizendo que ele obedeceu a apenas um subconjunto dessas miríades de fatores. Ou seja, sabemos que ontem

qV/R = qc/R,

ou seja, as vendas realizadas foram iguais às compras realizadas (identicamente iguais, by the way). Ao dizermos que hoje

qS = qD,

e por sabermos que

qS = f(p)

e

qD = g(p),

podemos asseverar que, ao manter-se a condição

f(p) = g(p),

todos os planos dos agentes irão realizar-se, ou seja, eles ficarão satisfeitos com o que planejaram e seguirão com o mesmo estilo de planejamento. Ou seja, eles reterão a teoria que os inspirou a acertar suas previsões, mantendo os modelos que iluminaram as previsões ou até mesmo as estruturas que utilizaram. [Sobre teoria, modelo e estrutura, ver DdAB (2005) Elsewhere. Porto Alegre: GangeS].

Não estamos deduzindo o futuro a partir do passado, mas axiomatizando os comportamentos humanos. Por exemplo, ao dizermos que

qD = g(p), ceteris paribus,

estamos ipso facto dizendo que existe uma lei psicológica, hedonística, comportamental, que faz com que prefiramos despender menos esforço do que mais esforço a fim de alcançarmos qualquer objetivo. Preferimos colher dos galhos mais baixos do que dos mais altos, pescar mais perto do que mais longe de casa, caçar bicho manso a embretar bicho brabo.”

 



Escrito por Duilio_dab às 14h34
[] [envie esta mensagem]


 
   Rubem Alves et moi

isto vem depois do que vem a seguir, ou vice-versa, que não coube tudo e só largando o uol de mão.

Miríades? Ele disse ‘miríades’? Claro que não. Tudo o que foi dito acima, disse-o eu, apenas inspirado por ele, ok?

 

Da mesma maneira, ou da mesma mamadeira, diria a Zero Herra, podemos fazer a transição do ‘alguns’ para o ‘todos’. Da amostra para a população. Dos ofertantes de cursos de aritmética na China para os ofertantes de cursos de aritmética de todos os continentes. E aliás vividos em todos os tempos, pelo menos nos tempos posteriores à invenção sã do dinheiro, id est, as economias monetárias.

 

De um tempinho a todos os tempos e de uma amostrinha para todos os universos, tudo é indução, a mãe do conhecimento, cujo pai é o intelecto humano (e talvez de alguns outros animais mais sabidinhos, nhô sabe?), sendo que podemos deduzir que a dedução é apenas a madrinha de crisma do conhecimento humano e pouco sabemos sobre o papel da dedução na construção das sociedades animais (e nas de certos vegetais as well).

beijos

d.



Escrito por Duilio_dab às 14h34
[] [envie esta mensagem]


 
   31

querido blog:

há quanto tempo... parece que cheguei mais perto do site e de te deixar de lado. ou, como diria eu se pudesse dizer sempre o que gostaria, de deixar você de lado. porque é fundamental começarmos a falar em você, pois tu-tu-turututu já deu. e em berlim todos falam você.

em todo o caso, estou escrevendo pois há tempos não escrevia. passamos o finde em gramado, quando fiz enormes progressos nos escritos didáticos: o modelo is-lm sem is nem lm mas apenas com o bonsai econômico. creio que adelar e eu tentaremos publicar este material no livro de contabilidade social. pois além da is-lm sem ambas temos uma visão do ciclo e do crescimento. por sinal sobre este vi a seguinte decomposição que dá direto o harrod-domar: g = (y2-y1)/y1. multiplica por i/i. pega o i superior e substitui por s, pois é equilíbrio. pega o i inferior e substitui por dk: [(y2-y1)/(k2-k1)]x[s/y1], o que dá um pequeno probleminha de tempo, mas instantaneamente tudo ok.

por outro lado, voltei a usar minha agenda de papel, mas manterei o costume de fazer o diário_e_razão. e vou levar isto daqui para lá.

beijos.

d.



Escrito por Duilio_dab às 21h27
[] [envie esta mensagem]


 
   thieves

querido:

ando meio desligado! porém estou ouvindo, enquanto desunho o que se lê, paula morelembaum, desalmada! e depois vou ouvir sucessos do penguin cafe orchestra (ôrquestra, if you know what i mean).

o que me traz, porém, é denunciar o reitor da urcamp, credenciado ao nome de morvan meirelles ferrugem, que parece garrou bonomia do governo federal e virará universidade do governo, mais bocas para todos nós: empregos, possibilidades de processarmos quem quer que seja. o reitor, a exemplo do luiz miranda, achou-se prejudicado por ter exercido o cargo e o deixado. pediu R$ 500 mil. ele, que -como diz minha fonte- "foi o homem forte no comando da FAT/Urcamp por 20 anos". é despeito, que o defenestraram? ou é apenas o desejo de mostrar à sociedade que com ele ninguém tasca? ou que a sociedade o tratou mal, pois comparou-o a um menino de rua? e se ele ganhar, digamos, 10% do butim pleiteado? sou pelo fechamento da urcamp. abaixo este malsinado indivíduo, de moral ilibada, porém com traços inequívocos de gula para cima do dinheiro dos outros.

isto que nem li a zero herra ainda.

bjs.

d.



Escrito por Duilio_dab às 08h06
[] [envie esta mensagem]


 
   puisque l'impossible

querido blog:

grande feriado, 12 de outubro: dia da criança ou o desdobrimento da américa? ou a invasão da américa pelos espanhóis, não os de hoje, obviamente. a estes lhes desgostam os hábitos dos colonizadores que massacraram índios mexicanos e peruanos, mas lhes agrada massacrarem touros. dizem que o esporte nacional espanhol é a farra do boi.

por outro lado, hoje fiquei com peninha da zero herra. claro que estou falando de um erro, em que o real acede à categoria do impossível, em retaliação ao impossível que já acedeu à categoria do real. falo, obviamente, por lá, da aposentadoria do deputado roberto jeferson e da estupidez de permitir aos deputados suspeitos de ladroagem o direito da renúncia com proventos e voltar a se candatarem daqui a alguns meses.

e a zero herra? na p.6 de ontem, pintou um artigo intitulado "Justiça em fatias". em que se denuncia o descalabro do poder legislativo. e na p.6 de hoje, dia da criança? pois não é que temos o artigo "Justiça em fatias" com todos os esses, efes e erres?

beijos

d.



Escrito por Duilio_dab às 09h46
[] [envie esta mensagem]


 
   ladrões e traficantes

Elomenado:

Semana começa rachando, como deduz o leitor da Zero Herra. Na p.8, temos a notícia de que a revista Veja denunciou o Genival Inácio da Silva, irmão do Luiz Inácio, “[...] abriu um escritório em São Bernardo do Campo para ajudar empresários a negociar com o governo. Depois de ler a reportagem de Veja, Lula telefonou para Vavá e lhe criticou. –Você não pode fazer isso – afirmou o presidente, segundo um auxiliar do Palácio do Planalto. O ministro das Relações Institucionais, Jacques Wagner, defendeu: ‘Quem conhece o Vavá sabe que ele não é lobista.”

Eine vrai storm. Primeiramente, a Herra falou, em matéria não-assinada, ou seja, foi a própria Herra mesmo, em “lhe criticou”, para não falar na grafia de Lulla só com uma letra ele. Lulla lhe criticou os modos a seu irmão seria uma forma amachadada de escrever, nos dias que correm. O mais provável é que, neste triste caso de corrupção familiar, tráfico de influência e deslavada defesa de outro apaniguado das atuais forças que detêm o poder de distribuir o butim capturado pelos sindicalistas de São Paulo e seus comparsas de everywhere, Lulla não estivesse usando o estilo Machado de Assis, que o estilo de Lulla é o de ulular. Um ululante, foi isto que colocamos na presidência da república, quando queríamos um rapaz que ajudasse a encaminhar positivamente os interesses populares. O cronista político Klécio Santos não poupou: sua crônica de hoje intitula-se “Bolsa-família.”

 

:: No editorial intitulado “Avalanche Tributária”, a Herra diz Herrores: “A burocracia brasileira, que já é uma realidade que absorve dois terços do PIB em cerca de 60 diferentes tributos, não é apenas imensa,mastodôntica e pesada.” Dois terços? Com a Petrobrás e seus ladrões? Ou com todo o setor terciário? Zero Herra diz cada uma... E 60 tributos? Inclusive a taxa de coleta do lixo? Eta jornalzinho ingnorantch.

 

:: Por seu turno, a p.30 noticia que o traficante de drogas Fernandinho Beira-Mar, que recebe tratamento de primeira classe nas prisões do país, por onde circula com a mesma desenvoltura com que eu circulo pelo Parque da Marinha do Brasil, foi transferido à sorrelfa à cidade de Floripa. Aí entram as suspeitas de que todos os ministros do Superior Tribunal de Justiça são corrputos. Se não é caso, vejamos o que diz a Herra: “O traficante Fernandinho Beira-Mar contratou o serviço de Luiz Vicente Cernicchiaro, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça, que deverá entrar com petição na Justiça pedindo a volta de Beira-Mar para o Rio de Janeiro.” Acho que qualquer comentário sobre o absurdo desta situação do tal de Luiz Vicente torna-se estéril, supérfluo, imbecil, de má fé, escoteiro, urubussilvícola, utopenomenaico, e tudo o mais.

 

:: Enjoy your afternoon.

d.

Escrito por Duilio_dab às 12h50
[] [envie esta mensagem]


 
   Diga não. Ao Plebiscito! nb1

Saudações Bloguíferas:

Tenho um assunto da mais elevada importância a apresentar. Mais um erro da Zero Herra. Mas antes dele, embora seja exibido posteriormente (e eu já ia dizendo depoismente, em homenagem a ela e a Dias Gomes), vão coisas e depois o artigo “Diga não. Ao plebiscito!”, um manifesto anarquista contra a pouca-vergonha da política nacional e esta agenda política podre. Também vou mandá-la à Claudinha Laitano, pois sua coluna de hoje é “Espírito desarmado”, querendo o desarmamento.

 

Dias atrás, escrevi:

“Andando, por outro lado, muito atarefado, que ando, não pude anotar nem o dia de notícia da Zero Herra. Nada de errado com ela. Talvez apenas o fato de que não deixa claro que estamos frente a um preito (diria a Nélida Piñon, e com razão, vi agora; mas eu pensara que preito não existia) de um vilão, o Luiz Miranda. O que? O Miranda? O homônimo vilão. O poeta, o sinecurista de quem nada li e nem lerei, pois – ao tentar fazê-lo em tempos dantanho – fui acometido de um mal súbido que quase me carrega ao Além.

 

Que caso é este do Luiz Miranda e a corrupção? O poeta foi votar numa dessas eleições que tem a graciosidade de ser obrigatória, destruindo o processo político do Brasil from scratch. Pois não garraram de achar ele morto, nos registros por supuesto, que parecia que seu fantasma-que-anda garrara de achar eles – os rapazes da chunda eleitoral – mortos-vivos, que não se conformavam com a morte em vida do colega poeta. Enfurecido com a prematura declaração prematura de liberdade por parte de futuros leitores, Mirandão tomou a liberdade de pedir indenização por perdas e danos – e qual perda não é mais danosa do que obrigarem-nos a votar e – -- quando o fazemos – – declararem-nos (nos means a eles, os mirandas e suas mirandagens) mortos. Quantia simbólica, como cabe a alguém realmente interessado em fazer avançar a mente do imbecil que lhe negou a condição de estar vivo? Não: R$  1 milhão, uma sinecura que – por imbecil que seja, o Poder Judiciário garrou de baixar para R$ 15 mil. Gastou nove anos e cinco recursos para ganhar no Supremo (o das vendas de drogas). Claro que “Com os R$ 15 mil, ele planeja criar a Fundação Luiz de Miranda Escola de Poesia.” Haverá algo mais a acrescentar a este enredo rocambolesco? Une pouque vergonhe!

 

E hoje há duas coisas interessantes na p.3. Nem apontei que houve reforma gráfica na Zero Herra e ela esta, admitidamente, mais bonitinha. E um pouco de estilística, pois o “Especial” inseriu a seção “Bom dia, Fulano de Tal”. Hoje é o Edvaldo Ezidio dos Santos. Suspeito que se pronuncie “Ezídio”, um tradicionalista de 32 anos de idade. Fiquei a indagar-me o que lhe leva a cabeça. Ao falar, não se pode distinguir se ele botou acento em anu ou não. Mas a erra tascou-o ao anu com acento, confundindo anu com uná, caso em que caberia um acento para apontar definitivamente a tonicidade. Como sabemos, por seu turno, “uná” é um potencial para a criação de palavras que ainda não foi explorado na língua portuguesa.

 

A seguinda coisa de hoje é, obviamente, o entusiasmo da Claudinha Laitano com a possibilidade que temos de acabar com a violência no Brasil com a discussão que precede o plebiscito. Diz ela: “Mil campanhas e passeatas pela paz não tiveram o impacto na opinião pública que vem tendo esse referendo – que traz a reboque, meio de contrabando, discussões sobre a violência doméstica, a bestialidade no trânsito e a falta de preparo adequado para o uso de armas tanto da polícia quanto do cidadão comum.”



Escrito por Duilio_dab às 09h56
[] [envie esta mensagem]


 
   Diga não. Ao Plebiscito!

E a versão de menos de 2400 caracteres, incluindo os espaços, ficou ansim, como diria a Zero Herra ::

DIGA NÃO. AO PLEBISCITO!

Duilio de Avila Bêrni[1]

Em breve, uma lei federal proibirá falarmos de elevadores como “o mesmo”, obrigando-nos a usar um estilo mais refinado. Outro diploma legal proibe que usemos estrangeirismos como o BigMac e até o harakiri. Legisla-se sobre tudo, inclusive a obrigatoriedade do voto. Quem não vota pratica um crime. Ora, criminoso não vota. Ergo, não votar dá ao mesmo – id est, o criminoso – o direito de não mais votar.

 

Essas legislações são encaminhadas por políticos desejosos de tornar pública a estrutura de preferências que lhes move as escolhas individuais. O caso do plebiscito sobre o porte de armas de fogo é novo desperdício de recursos, levando a discussão societária a evadir o curso mais relevante. Por exemplo, por que Jader, Prisco e Quércia (dinheiro público), Inocêncio (escravos), Hildebrando (assassinatos), ministros do Judiciário (bijujas) são infensos a punições?

 

Por que o legislador não encaminha outros plebiscitos? Não seria o caso de obrigarmos o povo a usar gravata? Ou os motoristas profissionais (ônibus, táxis, caminhões, carros escolares e policiais) a respeitarem as faixas de segurança no trânsito? Ou impedi-los de exalar nicotina em locais públicos, proibir o uso do t. h. c. nas escolas, divórcio, aborto, eutanásia? Por que não proibir armas brancas, acidentes de trânsito, o drink-and-drive, e por aí vai? Ou ainda, por que não votamos assuntos mais técnicos que podem azeitar o funcionamento eficiente das instituições econômicas, como a obrigatoriedade do cumprimento da lei do orçamento, destruindo a indústria das emendas?

 

Armas de fogo têm, com as armas brancas, a comunalidade de não praticarem crimes. Autos não atropelam pessoas que se postam sobre faixas de segurança. Discutir eutanásia não significa convite ao extermínio coletivo. Baseados não chegam às mãos infantis ao caírem do céu. O mais melancólico erro de análise de processos decisórios associa-se à constatação de que se resolveu o problema errado. Parece que a classe política colocou a sociedade frente a este drama. Vote sim: aumentará o morticínio, particularmente dos pobres, mas haverá muita dor também nas famílias mais abastadas. Então vote não. Mas neste caso, estará surgindo um mercado paralelo de armas de fogo de fazer inveja a outros mercados ilegais contemporâneos, como o de drogas. Diga não: não vá votar ou, se for, anule o voto!

 



[1] Professor de Economia da PUCRS.



Escrito por Duilio_dab às 09h55
[] [envie esta mensagem]


 
   ladrar-se-á 1

Amado Blog:

Hoje não tem dança? Tem. Verei o Balé Stagium, com sua homenagem ao Chico. Mas não tem mais menina de trança: elle est là bas. E a Zero Herra segue fazendo das suas. Senão vejamos. Numa edificante matéria na p.20, a manchete é “O sisudo Ratzinger já cultiva elogios”, o que seria uma demonstração de soberba de nosso festejado papa. Como é que alguém cultiva elogios? Pede-os? Era isto o que a Herra queria dizer, que o Papa anda acolherado com sabe-se lá quem pedindo elogios? Teríamos que indagar-lhe a ele, o reaça e não a ela, a reaça.

Na 23, vortemo ao lansse do assistir. Desta vez, festejando, em matéria paga a si, e que fala por si: “Você vai assistir a uma série, formada por um documentário e quatro episódios de dramaturgia, que retrata a trajetória de Erico Verissimo, no ano em que ele completaria 100 anos.” E onde está o erro do acistir? Craro que não é aqui que está eles, os erro: “Assista e conheça um Erico que você nunca viu.” Viu? Foi só acertarem no primeiro e garrarem de errar no segundo. Uma revisão que não resiste a 2min de atenção é embromação. Ou uma revisinha que não resiste a atencinha etc.

Na p.24, temos o aprendiz de [que?] Renato Mendonça pontificando: “Gil [o festejado autor de Lunik 9, respondendo pelo Ministério da Cultura no governo do aculturado Lulla de Dirceu] foi incapaz de esconder sua emoção sob o protocolo.” Sua dele Gil ou sua da avó do prefeito de Ivoti (ou era Ilópolis?), que não é referida na reportagem, o que nos permite pensar que ela é que vivia vastas emoções e pensamentos imperfeitos. O que? Rubem Fonseca? Não. A avó do prefeito. Mas o que apareceu foi Barthes: “[...] ele [Gil, by the way] juntou os fragmentos do discurso para convocar a mídia [...]”. Finis Africae: [Gil] deixou de ser ministro para ser homem e mostrar que uma pequena lágrima vale tanto quanto um grande discurso.” Sonamos, como teria dito Mafalda nos bastidores da solenidade, que carregava o ministro para falar no Iphan (pronuncia-se ipân, pois o ph, como sabemos, não gera mais f) e no Mercosul. El mundo queda tan lejos, teria dito, a propósito, a Srta. Suzanita.

Escrito por Duilio_dab às 10h47
[] [envie esta mensagem]


 
   ladrar

querido blog:

ladrões e ladrar têm a ver com cães e com o que está acontecendo no site do uol. querem vender serviços e pioraram os serviços já comprados. vejamos mais sobre ladradas, ladravazes e demais formas de manifestação da peste.

 

 

Basta? Não! Na p.27, o Andrei Netto fez pitoresca reportagem sobre cão que garrou de cair na casa da Dona Donatila, em escultural manobra, if you know what I mean. Disse o André que a Dona Donatila disse, dirigindo-se ao repórter do cachorro, digo, you know what i mean: “Depois que nos olhamos, pensei: me cuida, Jesus!”, exclamação gramaticalmente válida, pois a Dona Donatila não começou oração pronome átono, ainda que os mais escorreitos ratzingers considerassem haver invocação do nome de Deus em vão. Não seria tão válida, contudo, a observação do repórter, ao grafar: “Os minutos que se seguiram foram de choro compulsivo.” Seria convulso? Seria se se seguissem em seqüência infinita de ses sibiliados?

E por que eu sigo assinando a Zero Herra? Pois é minha interlocutora amada, que me dá chance de dizer coisa com coisa, ou vice-versa. E tem suas tiradas: na p.3 do caderno Vida, há uma manchete, diria o André, adrede determinado, mas vamos à manchete: “De volta às raízes”, para saudar a beterraba e a cenoura, citando na ordem da reportagem que coincide by the way com a ordem alfabética.

bom finde.

d.



Escrito por Duilio_dab às 10h46
[] [envie esta mensagem]


 
   paula_da_na_herra_um

oi, tchê:

tinha anotado, não mais sei onde, a tarefa de buscar no livro Price Theory ed. pelo Townsend. Desde que a Sueli Moro deu-me dois poemas medievais or so The Passionate Shepherd to His Love, de Cristopher ‘James Bond’ Marlowe e The Nymph’s reply to the Shepherd, de Walter Raleigh, pensei em copiar este material, cujo título é Markets, e que reza assim, aqui e no Blog:

 

“There are broad markets, thin markets # Stable markets, big ones. # There are fish markets, flea markets # Gem markets and then some: # Gold markets, gyrating ones; # Free markets, dope markets # Controlled markets, # sloopy ones. #  What a lot of markets thera are!

“There are black markets, grey markets # Job markets, sticky ones; # Shadow markets, ghost markets # Vice markets, baby ones!

“There are bond markets, bill markets # Flexible markets, monopolized ones; # Stock markets, flow markets # Put-and-call markets, curb ones.

“We could go on and on:

“Auction markets, betting markets, # Markets made for barter; # Demand-determined, supply-determined # Markets run by charter. # Factor markets, supermarkets # Active markets, French ones # Futures markets, spot markets # Capital markets, resilient ones. # There are even markets for presidents.”

 

In: MUNDELL, R. A. (1968) Man and economics. McGraw-Hill.

Citado em: TOWNSEED, Harry ed. (1971) Price theory. London: Penguin. p. 251.



Escrito por Duilio_dab às 12h09
[] [envie esta mensagem]


 
   paula_da_na_herra

número dois:

Mas deixe-me registrar o que a zero herra fez hoje: sobre o conjunto de rock gaúcho “bidê ou balde” (sempre achei um nome bem achado, embora pouco lhe tenha ouvido aos rocks) já manifestei, creio, minha inquietação sobre a polêmica da existência ou não da apologia do crime hediondo, a pedofilia na canção que creio ter transcrevido partes/todo acima e abaixo transcrevo novamente. Disse a nossa amada Herra e seu erro, seguindo-se a polêmica sobre o conteúdo pedófilo de uma de suas canções:

“Em São Paulo, onde está para participar da festa de premiação da MTV, o vocalista da Bidê e autor da música E por que não?, Carlinhos Carneiro, lamentou a decisão e disse que ela foi tomada porque a banda regeitou a proposta do MP: -Queriam que parássemos de tocar a música. Não paramos porrque acreditamos que issso é uma tentativa de censura. Se for o caso, quero que um juiz me diga isso. Vamos resolver na Justiça mesmo.”

Descontado o descompasso do jovem compositor, ou o que for, garrar de escrever ‘regeito’ é um trejeito completamente ingustificado. Trocar o g pelo j pode jogar joio no trigo, ou vice versa. Por que a Herra escreveu ‘regeitou’? E por que o rapaz da Bidê não pára de encher o saco com a justificativa de um ato que poderia ser inocente mas que evoca um debate sobre os temas sórdidos da vida social, postando ao Bidê ao lado de más companhias, os pedófilos. E será que o Carlinhos sabe o que quer dizer censura? Terá lido ele o Berlin sobre os quatro conceitos de liberdade? será que o carlinhos não sabe que a cultura humana vive sobre tabus e ele está rompendo com um dos mais milenares? ou ainda, será que o carlinhos não se flagrou que há assuntos que não devem ser mencionados mesmo, pois – quanto mais são falados, mais há flagelos – como é o caso, por exemplo, que evoco por razões científicas apenas (e não como apologia ao ato), em tudo o mais – so to say – condenável – do suicídio, porquanto sabemos que quanto mais se faz propaganda contra ele, mais a negadinha (mas não todos) toma a liberdade de tentar suicidar-se. ou será que o carlinhos sabe escrever frases com 76 palavras, como a que acabamos de ler?

beijotes

d.



Escrito por Duilio_dab às 12h04
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
Meu perfil
BRASIL, Sul, Homem, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, Música

HISTÓRICO
 Ver mensagens anteriores



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!